quinta-feira, 26 de março de 2015

Hoje teci este casulo,
Fosse este assombrado medo, domínio da razão,
Jamais me engolia neste universo sobrenatural
Meu erro foi não me ter entregue à metamorfose

Se o mundo conhecesse este peso que carrego,
Nele eu não teria lugar

Hoje escrevo-te neste tom embriagado
Perdoa-me o tom de escrita,
Mas este sangue deixa-me neste estado                                                  
Fosse este néctar mais doce

Alimentaria o meu sentido de existência
Por isso tento recompor-me
No confronto com estas palavras

Amargo sangue
Me enveneno no teu transe
Bebo mais um golo,
Amanhã é o repouso

Nesta noite sem fim
Me afogo em teu tom encarnado


Temos sede... de sangue
Temos sede... do mundo
Temos sede... da palavra
Temos sede...

Continuamos com sede de sangue