quinta-feira, 26 de março de 2015

Hoje teci este casulo,
Fosse este assombrado medo, domínio da razão,
Jamais me engolia neste universo sobrenatural
Meu erro foi não me ter entregue à metamorfose

Se o mundo conhecesse este peso que carrego,
Nele eu não teria lugar

Hoje escrevo-te neste tom embriagado
Perdoa-me o tom de escrita,
Mas este sangue deixa-me neste estado                                                  
Fosse este néctar mais doce

Alimentaria o meu sentido de existência
Por isso tento recompor-me
No confronto com estas palavras

Amargo sangue
Me enveneno no teu transe
Bebo mais um golo,
Amanhã é o repouso

Nesta noite sem fim
Me afogo em teu tom encarnado


Temos sede... de sangue
Temos sede... do mundo
Temos sede... da palavra
Temos sede...

Continuamos com sede de sangue

domingo, 8 de fevereiro de 2015

As poucos recupero-te, mas essencialmente a mim também
O meu mal é  batalhar-me tanto comigo próprio,
Serei demasiado intransigente? Serei exigente? Ou serei um mentiroso?
Perdi-nos estupidamente.

Hoje voltei a encontrar-nos,
Sei que estamos vivos,
O tempo pertence-nos

O que nos une é tão forte, que seria inevitável não regressarmos a este tempo,
Reencontrei-te ontem, hoje também. Amanhã voltamos a cruzar-nos.

Aqui vamos permanecer


domingo, 25 de janeiro de 2015

FOMOS ENGANADOS

CUMPRAM AS PROMESSAS,










ESTAS MENTIRAS ESTÃO A DEIXAR-NOS CADA VEZ MAIS INSOLENTES






ALGUÉM IRÁ PAGAR



TEMOS DE CONTINUAR A RESISTIR, AGUENTAR ENQUANTO PUDERMOS.

sábado, 17 de janeiro de 2015

AQUI VAI UM PEDAÇO DE QUALQUER COISA

QUE SE FODA A VERDADE, QUE SE FODA A MENTIRA


NÃO PODEMOS TOLERAR MAIS O QUE NOS DIZEM, TENTAM CONFRONTAR-NOS


SOMOS UNS COBARDES DE MERDA, NA MENTIRA NOS ESCONDEMOS TODOS


TEMOS MEDO DE VER A DUREZA, DE OUVIR A DUREZA. MEDO DE SER


PODEMOS FICAR AQUI FECHADOS, MAS NÃO JOGAR É FUNDAMENTAL


ESTAMOS CANSADOS, MUITO CANSADOS. APETECE-NOS MANDAR A CRUZ AO CHÃO


CARREGAMOS UM PESO INIMAGINÁVEL AOS OMBROS


NINGUÉM IMAGINA, NINGUÉM SONHA, NINGUÉM SENTE, NINGUÉM CONHECE... ESTA AMARGURA


HOJE PERCEBEMOS COMO A PALAVRA NÃO É IMPORTANTE. NINGUÉM NOS ENSINOU A DIZER NÃO, NINGUÉM. NÃO NÃO NÃO


SIM SIM SIM. AINDA HÁ ESPAÇO PARA ACREDITARMOS NO SIM? COMO PODEMOS ACREDITAR NUMA COISA QUE JÁ MORREU, À PARTIDA?


PIOR QUE A FALÁCIA DO SIM E DO NÃO, SERÁ O VAZIO?! O SILÊNCIO? FICAR SEM OLHOS? PERDER O INTERIOR? PASSAR POR IGNORANTE?


VAMOS SAIR DESTE ACTO COBARDE. ESTAMOS CANSADOS DE SERMOS UNS COBARDES?!


ESTAMOS CANSADOS DE PENSAR, DE SENTIR, DE RUMINAR. SENTIMOS-NOS VELHOS.

É FODIDO FALARMOS POR TODOS NÓS, NÃO É?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Quando o desconhecido se converte em medo,
Somos meros blocos de presença
Mas quem quer saber da forma,
Quando a única procura é o belo?

A sede de palavra deixa-me embriagado,
minha pobre consciência íntima deixa-me cego
Gostava de sair deste universo,
Ir para onde a razão fosse uma eterna utopia

Se tu registasses a minha luz,
Eu captava a tua sombra
Podíamos voltar a percepcionar,
Aquilo que os nossos olhos não vêem.

Mais difícil do que recalcar as palavras,
é penoso a elas regressar
reeinterpretar o significado
para o trabalho retomar

Hoje sei que é tudo um pensamento supérfluo,
Um mentiroso acto de criação
Sendo esta química tão forte,
Só pode existir a verdade na nossa ligação