Fosse este assombrado medo, domínio da razão,Jamais me engolia neste universo sobrenatural
Meu erro foi não me ter entregue à metamorfose
Se o mundo conhecesse este peso que carrego,
Nele eu não teria lugar
Hoje escrevo-te neste tom embriagado
Perdoa-me o tom de escrita,
Mas este sangue deixa-me neste estado
Fosse este néctar mais doceAlimentaria o meu sentido de existência
Por isso tento recompor-me
No confronto com estas palavras
Amargo sangue
Me enveneno no teu transe
Bebo mais um golo,
Amanhã é o repouso
Nesta noite sem fim
Me afogo em teu tom encarnado
Temos sede... de sangue
Temos sede... do mundo
Temos sede... da palavra
Temos sede...
Continuamos com sede de sangue